29 dezembro, 2008
Personalidades do ano.
Política Regional:
Berta Cabral
Primeira mulher a liderar um partido Regional
O Resultado obtido nas ultimas eleições Regionais pelo CDS/PP, sob a liderança de Artur Lima, foi uma surpresa para muitos .
DESPORTO:
Nelson Évora
Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim17 dezembro, 2008
16 dezembro, 2008
Suboxone
Uma embalagem com sete comprimidos de Suboxone custa 22 euros ao utente e 15 ao SRS, um só comprimido atinge 30 euros quando vendido no mercado negro!
Marcadores:
Política Regional,
Saúde
15 dezembro, 2008
Fazer o preço
A crise por agora parece ter efeitos positivos, as taxas de juros baixam constantemente, os produtos alimentares tendem a baixar e o petróleo está em baixa nos mercados internacionais. Como dizia um senhor no café esta crise é dos ricos, o pobre até está bem. A realidade pode não ser bem assim, mas anda lá perto.
O petróleo tem batido os mínimos dos últimos anos e caiu cerca de 100 dólares desde o pico de preços do Verão passado, onde tudo aumentava. Na altura, a OPEP dizia que o problema estava nos intermediários, nos especuladores que retiravam lucros entre o produtor e o consumidor final. Os governos também aproveitavam, a melhor altura para subir os impostos é quando dá-se subidas, pois o imposto mistura-se com o aumento e simula-se o acréscimo de tributação.
O preço da matéria-prima caiu, e não é notória essa quebra no produto final, os passes aumentaram, os combustíveis, os produtos alimentares, as prestações de serviços de transportes, as viagens aéreas... 100 dólares depois, os preços continuam na mesma, nem vale a pena referir o exemplo das nossas tão queridas SATA & TAP. O problema nem é que os preços não fizeram sentir a quebra de 100 dólares, o problema será quando começar a acontecer uma nova subida. Serão necessários novos reajustes, justificados pelo aumento e o consumidor com figura de parvo irá pagar dois aumentos pela mesma justificação quantitativa.
A OPEP já avisou, haverá cortes na produção. É a tal história da oferta e da procura... O problema não está na OPEP - pelo menos nesta história, não está - está sim, nas irresponsabilidade das empresas e governos em ajustar os custos de produção aos custos do produto final. É necessária competência na hora de fazer o preço. Afinal, estará sempre o consumidor no último reduto para pagar a factura...
Marcadores:
Economia
09 dezembro, 2008
05 dezembro, 2008
O Poder da Atracção
O colega Rui Gamboa aqui numa caixa de comentário sugere a discussão do porquê dos partidos não conseguirem atrair jovens e o que deve ser feito para que os jovens possam chegar-se aos partidos e às suas juventudes partidárias. Primeiramente, sou defensor das juventudes partidárias, são estruturas informais de participação política e devem ser locais de aprendizagem política, consolidação ideológica, mas acima de tudo escolas de civismo. Devem ser por principio a primeira fonte de atracção dos jovens à política. Veja-mos assim alguns pontos, pelos quais entendo que os jovens não se chegam à política e aos partidos:
- Sentido de participação política. Os jovens de hoje são os mais informados da história do país, mas menos participativos. Esta natureza advém do falhanço das políticas educativas, em especial da história recente de Portugal. Também, porque as jotas não conseguem ter grande actividade política e ideológica, não falo das estruturas de topo, mas das de base. As actividades são mais de carácter recreativo.
- Ideologia. Não há uma definição ideológica dos partidos, vagueiam atrás do voto. Os partidos e as jotas não estão preocupados em ensinar e sedimentar a ideologia. Mais de metade dos jovens entraram nas jotas, porque é o partido do pai, porque está lá o irmão, o primo, o melhor amigo, @ miud@ que se gosta, o António e o Manel. Não há sentimento ideológico e depois de se fazer parte da estrutura, não há a preocupação de se explicar e ensinar a ideologia e o porquê de ser-se do partido X.
- O trigo e o joio. Sendo as jotas estruturas informais - ou pelo menos, menos formais - tem ciclos interessantes, para se ganhar um congresso ou uma votação não é preciso ter grandes ideias e propostas, basta ter muitos amigos. Isto, acaba por afastar alguns que podem ter ideias, mas não têm amigos.
- Saber entrar e sair/ Trampolim. As estruturas de base (núcleos) são algo monárquicos, entra-se para a liderança aos 18 fica-se lá uma data de anos e só se sai se for para um cargo maior. As jotas são entendidas como trampolins pessoais, coloca-se o eu à frente do nós.
- Discurso jovem. Há uma equação que poucos conseguem resolver, um discurso que os jovens percebam com ideias definidas e profundas. Quando há a primeira parte, falha a segunda - e vice-versa.
- Formação. Não há apostas na formação dos líderes de base (núcleos e concelhias), muitos acabam por ter actividades mais recreativas do que políticas, porque também não têm formação.
- Agenda e ideias próprias. As jotas têm que ter uma agenda própria e não podem viver das questões fracturantes. As jotas não têm actuações niveladas, andam aos altos e baixos ao longo dos anos.
- Distanciamento dos políticos. Os políticos estão noutro mundo e só descem às ruas no mês antes das eleições. Não basta fazer o porta a porta de quatro em quatro anos.
- Conhecimento. Muitos jovens acabam por não entrar nas jotas, porque não sabem o que elas fazem e para que servem. Depois, é preciso saber-se em qual entrar.
- Autonomia financeira. A região é pequena e a administração pública é o grande empregador, convém estar caladinho se queremos trabalho, ou pelo menos não ser do partido contrário do empregador. De preferência, é bom ser do partido do empregador...
- Pensamento. Nas jotas e nos partidos, querem ao seu lado, pessoas que pensem o mesmo. Se fosse eu, queria ao meu lado pessoas que pensem de forma diferente de mim, porque para chegar às mesmas conclusões, já tenho o meu cérebro. A realidade, é que se afasta os que divergem e agrupa-se os que pensam da mesma forma, isto limita as tomadas de posição de qualquer estrutura.
- Liberdade de expressão. Entrar num partido ou jota limita a liberdade de expressão, criticar abertamente o partido é mal visto. É impossível limitar-se a expressão dos jovens quando estão em fase de consolidação intelectual.
Quanto a mim, os pontos essenciais são os 7.8.10.12, também, porque não tenho disponibilidade e não serei uma mais valia. Estou afastado dos partidos, mas sigo com atenção os problemas que afectam o meu meio, e é isso que considero importante. Sei que muitos irão discordar, está aberta a discussão. Os que são velhos leitores do In Concreto, saberão que já estive na JS. Entrei por empurrão de um primo líder de núcleo, nunca fiz qualquer participação ou intervenção. Infelizmente, acho que a minha experiência nas jotas é espelho de grande parte dos jovens que fazem parte nas jotas. Porque é que sai? Comecei a pensar pela minha cabeça...
04 dezembro, 2008
Homenagem II
Francisco Sá Carneiro
Quem o conhecia, e quem leu o seu legado dizia que se tratava de um grande homem, com uma visão para o futuro, com coragem, determinação e o carisma necessários para levar Portugal mais longe. A sua afirmação no Partido não se deu sem controvérsia. (como parece apanágio dos grandes líderes). Fundou o PPD (depois designado PPD-PSD,, liderou, saiu, voltou, formou governo com a AD (juntamento com Freitas do Amaral do CDS e Ribeiro Telles do PPM)... e quando partiu para um comício do Porto, morreu, juntamente com Adelino Amaro da Costa (ministro da defesa), com a sua companheira Snu Abecassis (sua companheira, mesmo depois de não estar ainda o seu divórcio formalizado, o que suscitou grandes críticas e preconceitos da sociedade portuguesa), com o piloto e co-piloto.
O PSD, como o blog PPTO diz, ainda hoje está órfão de pai.
03 dezembro, 2008
Desertificação. E nós?
Na visita que o Presidente da República fez, a semana passada, ao Alto Alentejo, nomeadamente ao distrito de Portalegre, referiu-se ao problema da desertificação do interior de Portugal continental, motivada pelo envelhecimento da população e pelo despovoamento. Certamente que o fez na sequencia do relatório das Nações Unidas, já aqui referido pelo Tibério Dinis, no qual foram divulgados estudos que projectam uma redução da população portuguesa, na ordem dos 700 mil habitantes, nos próximos 40 anos.
Esta mesma conclusão foi projectada pelo INE, num estudo publicado já em 2005, chamando particular atenção para a acentuada diminuição da população nas regiões do interior, em oposição a uma cada vez maior concentração nas grandes áreas urbanas. Este fenómeno, com principal origem na crescente diminuição das taxas de natalidade já está a atingir a Região Autónoma dos Açores que, mesmo sendo a região de Portugal com maior índice de população jovem, não foge a esta regra. O problema manifesta-se em algumas das nossas ilhas mais pequenas, não só por haver cada vez menos nascimentos mas sobretudo pelo comprovado êxodo de jovens à procura de melhores condições de vida noutras paragens.
Estatísticas da Educação sobre o número de alunos que frequentam as Escolas da Região demonstram uma clara e sistemática diminuição da população estudantil. Se no ano lectivo de 1993/1994 havia 21.264 alunos matriculados no 1º ciclo do ensino básico, dez anos depois este número caiu para 16.981. Notícias publicadas em 2007, que deveriam ser motivo de alarme e de grande preocupação para o governo da Região, davam conta que o número de alunos matriculados naquele 1º ciclo para o ano lectivo de 2007/2008 seria agora de 13.877. Ou seja, em pouco mais de uma década os Açores perderam 7.287 alunos. É muita gente que vai fazer falta ao nosso desenvolvimento.
É preciso encontrar e implementar soluções para contrariar esta tendência.
Ora, se uma maior concentração de população leva ao desenvolvimento das actividades económicas e consequentemente à criação de emprego, à construção de equipamentos colectivos e a melhores transportes e vias de comunicação, é inegável que cada vez mais jovens vão continuar a deslocar-se para as grandes áreas urbanas, levando à crescente desertificação das suas regiões de origem.
Esta mesma conclusão foi projectada pelo INE, num estudo publicado já em 2005, chamando particular atenção para a acentuada diminuição da população nas regiões do interior, em oposição a uma cada vez maior concentração nas grandes áreas urbanas. Este fenómeno, com principal origem na crescente diminuição das taxas de natalidade já está a atingir a Região Autónoma dos Açores que, mesmo sendo a região de Portugal com maior índice de população jovem, não foge a esta regra. O problema manifesta-se em algumas das nossas ilhas mais pequenas, não só por haver cada vez menos nascimentos mas sobretudo pelo comprovado êxodo de jovens à procura de melhores condições de vida noutras paragens.
Estatísticas da Educação sobre o número de alunos que frequentam as Escolas da Região demonstram uma clara e sistemática diminuição da população estudantil. Se no ano lectivo de 1993/1994 havia 21.264 alunos matriculados no 1º ciclo do ensino básico, dez anos depois este número caiu para 16.981. Notícias publicadas em 2007, que deveriam ser motivo de alarme e de grande preocupação para o governo da Região, davam conta que o número de alunos matriculados naquele 1º ciclo para o ano lectivo de 2007/2008 seria agora de 13.877. Ou seja, em pouco mais de uma década os Açores perderam 7.287 alunos. É muita gente que vai fazer falta ao nosso desenvolvimento.
É preciso encontrar e implementar soluções para contrariar esta tendência.
Ora, se uma maior concentração de população leva ao desenvolvimento das actividades económicas e consequentemente à criação de emprego, à construção de equipamentos colectivos e a melhores transportes e vias de comunicação, é inegável que cada vez mais jovens vão continuar a deslocar-se para as grandes áreas urbanas, levando à crescente desertificação das suas regiões de origem.
Marcadores:
Política Regional
01 dezembro, 2008
Paralelo de Debate
Devo confessar que foi motivo de alguma reflexão a escolha do tema para o primeiro post aqui no Paralelo 37. Tal como o Tibério Dinis, também eu desejo seguir aqui uma linha diferente daquela da Máquina de Lavar, no entanto já sei que tal não será tarefa fácil.
Este blogue tem, porém, uma qualidade que nem a Máquina de Lavar nem qualquer outro com base nos Açores tem: é composto por um grupo de jovens interessados em debater assuntos do nosso interesse comum. Há muito que tenho consolidado o pensamento que os blogues são excelentes plataformas para a discussão de ideias; reunindo as condições necessárias para serem autenticas tertúlias virtuais. O Paralelo 37 tem agora todas as condições para estar na vanguarda desse espaço virtual de discussão, que se quer saudável, mas sem receios de confrontar opiniões.
Um bem-haja a todos!
Este blogue tem, porém, uma qualidade que nem a Máquina de Lavar nem qualquer outro com base nos Açores tem: é composto por um grupo de jovens interessados em debater assuntos do nosso interesse comum. Há muito que tenho consolidado o pensamento que os blogues são excelentes plataformas para a discussão de ideias; reunindo as condições necessárias para serem autenticas tertúlias virtuais. O Paralelo 37 tem agora todas as condições para estar na vanguarda desse espaço virtual de discussão, que se quer saudável, mas sem receios de confrontar opiniões.
Um bem-haja a todos!
25 novembro, 2008
21 novembro, 2008
Responsabilizar a Crise
Os últimos tempos têm sido pródigos em grandes empresas socorrerem-se ao Estado, depois explosão da crise financeira esta tende a alastrar-se para sectores vitais da economia. Nos EUA os três colossos que durante um século prosperaram estão sem travões rumo à falência, a questão mais do que económica é ética deverá o Estado auxiliar estas empresas?
Há duas situações de fundo nesta questão, de um lado são os milhares de trabalhadores que nada têm haver com o problema e que por estes deve o Estado intervir, do outro lado está a responsabilização das administrações e dos accionistas por decisões erradas e projectos com morte anunciada. Não deveremos deixar uma empresa falir apenas por que é demasiado grande? O risco de falência não faz parte do mundo dos accionistas? E que culpa têm os trabalhadores no meio deste temporal?
O lucro ou falência fazem parte do mundo empresarial, se houve má gestão, são as administrações e os accionistas que devem abrir falência. A crise tem que ter responsáveis, não pode o contribuinte sustentar os erros daqueles que durante décadas tiveram lucro. Encobrir monstros não é para mim...
19 novembro, 2008
JSD Açores no Parlamento Açoriano
(Já todos nós sabemos, mas queria assinalar este facto)
Parabéns Cláudio, parabéns JSD.
Aproveito para cumprimentar os novos colegas aqui do blog :)
17 novembro, 2008
I Love that
"José Sócrates esteve na Escola do Freixo, em Ponte de Lima, a entregar computadores aos alunos do 1.º ciclo. Mas, depois de o primeiro-ministro ir embora, as crianças tiveram de devolver os Magalhães" in Sol. Direito ao Contraditório: "A directora-regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, mandou uma equipa à Escola do Freixo, em Ponte de Lima, para perceber por que é que as crianças a quem Sócrates entregou computadores não os levaram para casa. Moreira concluiu que se tratou de uma «opção pedagógica» e que nos próximos dias os alunos poderão levar os Magalhães" in sol.
Marcadores:
Ensino,
Novas tecnologias
14 novembro, 2008
Política Educativa
Entendo que a avaliação é uma necessidade e o que se deve discutir é apenas o procedimento e os critérios, em boa medida acho que a sociedade portuguesa já entendeu que é necessário avaliar os docentes. Criticar a Ministra é fácil e pedir a demissão é algo contraprucedente, ainda para mais vindo dos professores.
Importa não esquecer que apesar de se discordar da política da educação, pelo menos temos uma política definida. Basta olhar para a lista dos 23 nomes que já passaram pelo Ministério da Educação desde 1976 e se quiser-mos recuar até ao 25 de Abril foram 31 os MdE. Sendo eu acérrimo defensor da estabilidade política, não vou defender demissões políticas, seja de que partido for.
Em ambas as partes temos assistido a más posições, a Ministra da Educação teima em abrir-se ao debate e a cultura do quero posso e mando não tem dado frutos. Do outro lado, os professores têm tido posições pouco dignas de uma profissão que se quer prestigiada. Diga-se que as últimas esperas à Ministra da Educação não foram condenadas pelos professores, basta dar uma vista de olhos pela opinião destes - em especial na blogosfera. Quando os professores são alvo de comportamentos violentos se não há uma condenação do MdE há um coro de assobios ensurdecedor, quando acontece o contrário, infelizmente há professores que aplaudem...
13 novembro, 2008
A SATA – e as tarifas promocionais.
Continua a ser muito pouco o que a SATA e a TAP pretendem “oferecer” aos Açorianos com as publicitadas tarifas promocionais entre os Açores e o continente, (O In Concreto faz referencia a este assunto). Entre as nossas ilhas tudo está como dantes, continua actualizado o que escrevi em Agosto do ano passado, que foi o seguinte:

As Orelhas do mercador …e a SATA
“Orelhas de mercador” e “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura” são os provérbios que melhor se adaptariam ao modo como o actual Governo Regional tem encarado a questão da redução do custo das passagens aéreas entre as ilhas dos Açores.
“Orelhas de mercador”; porque enquanto todos apelam à descida das tarifas das passagens aéreas - os partidos políticos da oposição, comerciantes, empresários e todos os demais que precisam de utilizar este meio de transporte - o actual governo dos Açores e o partido que o apoia olham para o lado e fazem de conta que não é com eles.
“Água mole em pedra dura…”; a esperança que temos que tal redução seja compreendida e adoptada, ainda pelo actual governo ou por outro que o substitua, por tantas vezes se repetir que o custo das passagens aéreas inter ilhas devem baixar.
Só com uma política de transportes aéreos de passageiros regulares e com tarifas acessíveis, entre todas as ilhas e para o exterior, é possível melhorar os índices de desenvolvimento de algumas das nossas ilhas e assim também contribuir para a fixação dos mais jovens. Lamentavelmente, este governo parece que ainda não o percebeu, há onze anos que governa os Açores.
Se o agravamento dos combustíveis e de taxas aeroportuárias serve de justificação para não se reduzir o preço das tarifas aéreas, não se compreende que a transportadora aérea açoriana - a SATA, que é uma empresa regional de capitais públicos, tenha apresentado lucros fabulosos de 4.9 milhões de Euros relativos ao ano de 2006.
Em pequenas economias onde a concorrência é escassa e facilmente se criam monopólios, aos bons governos cabe garantir e defender os interesses das populações assegurando a prestação de serviços de carácter público. As ligações aéreas entre as Ilhas dos Açores devem ter esse alcance. (…)

As Orelhas do mercador …e a SATA
“Orelhas de mercador” e “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura” são os provérbios que melhor se adaptariam ao modo como o actual Governo Regional tem encarado a questão da redução do custo das passagens aéreas entre as ilhas dos Açores.
“Orelhas de mercador”; porque enquanto todos apelam à descida das tarifas das passagens aéreas - os partidos políticos da oposição, comerciantes, empresários e todos os demais que precisam de utilizar este meio de transporte - o actual governo dos Açores e o partido que o apoia olham para o lado e fazem de conta que não é com eles.
“Água mole em pedra dura…”; a esperança que temos que tal redução seja compreendida e adoptada, ainda pelo actual governo ou por outro que o substitua, por tantas vezes se repetir que o custo das passagens aéreas inter ilhas devem baixar.
Só com uma política de transportes aéreos de passageiros regulares e com tarifas acessíveis, entre todas as ilhas e para o exterior, é possível melhorar os índices de desenvolvimento de algumas das nossas ilhas e assim também contribuir para a fixação dos mais jovens. Lamentavelmente, este governo parece que ainda não o percebeu, há onze anos que governa os Açores.
Se o agravamento dos combustíveis e de taxas aeroportuárias serve de justificação para não se reduzir o preço das tarifas aéreas, não se compreende que a transportadora aérea açoriana - a SATA, que é uma empresa regional de capitais públicos, tenha apresentado lucros fabulosos de 4.9 milhões de Euros relativos ao ano de 2006.
Em pequenas economias onde a concorrência é escassa e facilmente se criam monopólios, aos bons governos cabe garantir e defender os interesses das populações assegurando a prestação de serviços de carácter público. As ligações aéreas entre as Ilhas dos Açores devem ter esse alcance. (…)
Marcadores:
Política Regional,
SATA
12 novembro, 2008
Sustentabilidade versus Tripolaridade
As assimetrias ilhéus nos Açores tendem aos poucos a agravar-se, a palavra tripolariedade entrou no quotidiano açoriano com a mesma facilidade com que as ilhas mais pequenas vêem escapar os serviços para as maiores. Venho ao tema devido à notícia d'O Público que em 2050 serão menos 700 mil portugueses. Os efeitos nacionais poderão não ser tão nefastos, mas temo que nesta data nos Açores comece-se a pensar profundamente na sustentabilidade de algumas ilhas onde o êxodo é maior e as dificuldades de assentar população são maiores. Os Açores encontraram uma alavanca de desenvolvimento a várias velocidades que é causa das assimetrias que teimam em ser corrigidas, baseando a economia e os serviço essenciais em três vértices São Miguel, Terceira e Faial-Pico-São Jorge. Se o Estado - e não governo - é o primeiro a argumentar dificuldades económicas em manter serviços nas nove ilhas, dificilmente será o cidadão comum a querer suportar estes custos por muito amor que tenha à sua ilha. É hoje consensual que é incomportável manter todos os serviços nas nove ilhas, mas não se poderá diversificar os serviços da administração pública? Repare-se os órgãos políticos regionais, a Universidade dos Açores, os Hospitais, as ligações a Lisboa, entre outr@s, estão centralizad@s nas mesmas três ilhas. Caso não se pretenda destruir a tripolaridade o quanto antes, que se tenha a consciência política de afirmar que a sustentabilidade de algumas ilhas corre sérios riscos num médio/longo prazo.
Marcadores:
Economia,
Política Regional
11 novembro, 2008
Haja Saúde
Chego ao Paralelo 37 pelo clique do amigo Cláudio Almeida - apesar de conhecer apenas pela net - um blogue que visito diariamente e que é simultaneamente um espaço jovem, crítico e aberto ao debate. Adjectivos estes, que infelizmente não estão generalizados na juventude açoriana. Perante o convite, é irrecusável. Tentarei manter uma linha diferente do In Concreto, porque a clonagem não tem piada nenhuma. Vamos aos posts, às ideias e ao debate.
07 novembro, 2008
06 novembro, 2008
Campanha SOS cagarro – Ecoteca da Lagoa

A Ecoteca de Lagoa, no âmbito da Campanha SOS Cagarro 2008, acolhe nos dias 6, 7 e 8 de Novembro a exposição fotográfica: “A Madrugada das Cagarras” de Paulo Henrique Silva.
A exposição estará patente ao público em geral das 13:30 horas às 20:30 horas, na Ecoteca da Lagoa na Av. Vulcanológica nº3, Atalhada.
Nos mesmos dias irão realizar-se Brigadas Nocturnas de Salvamento de Cagarros. Os interessados devem comparecer na Ecoteca pelas 20:00 horas.
Apela-se à participação de todos.
A campanha SOS Cagarro, e especificamente as sessões informativas promovidas pela Ecoteca, tem como objectivo alertar a população em geral e os mais jovens dos perigos a que esta ave está sujeita nesta época do ano aquando do início da sua migração para a zona tropical. As luzes das povoações, automóveis e faróis frequentemente confundem os juvenis que acabam por ser capturados, feridos ou até atropelados.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





