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26 junho, 2009

olhe que não!

11 fevereiro, 2009

Visita ministerial à Região Autónoma dos Açores

Anunciada em termos triunfais pelas habituais fanfarras da propaganda governamental, a visita do Ministro da Administração Interna à Região Autónoma dos Açores saldou-se em fiasco total.

Rejeitando o uso dos aviões de carreira, a comitiva ministerial viajou em Falcon, no domingo, dia 8, ao fim da tarde — e acabou por não conseguir aterrar em Ponta Delgada, tendo regressado à capital, depois de ter andado às voltas sobre a ilha de São Miguel, no meio da tempestade, certamente com muito incómodo e até susto dos dez viajantes vips.

Ora, 45 minutos antes da hora prevista para a chegada do voo especial em que se fazia transportar o MAI e comitiva, o habitual voo da SATA Internacional Lisboa-Ponta Delgada aterrou no horário e sem problemas.

O programa incluía “cerimónias” várias, que foram adiadas sine die.

Importa apurar os contornos desta visita ministerial, a primeira de um ano recheado de eleições.

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09 janeiro, 2009

Pontos de Vista

Tab, «The Calgary Sun» & «Cagle Cartoons»

O conflito israelo-palestiniano é exemplo da guerra da informação e dos vários pontos de vista que se criam envolta do conflito que fechou um ano e abre outro, talvez, como pronúncia daquilo que irá acontecer neste novo ano.
O mundo fecha os olhos ao quotidiano daquela parcela do mundo, os olhos apenas centram-se quando rebenta a guerra. As legitimações da guerra e os porquês abrem telejornais. Talvez, porque a desgraça de um povo dê audiências...
No centro da guerra temos um povo que não a quer, que já vive em extremas dificuldades, que são motivo da influência do Hamas. Israel, parece ainda não ter percebido isso, quanto mais desgraça e mais funerais houver na Faixa de Gaza, mais legitimidade haverá para o Hamas. A infância perdida de muitos órfãos nesta guerra será pretexto de novos recrutamentos, de nova doutrina, de uma continuidade terrorista que o mundo, nem Israel quer. Os órfãos de hoje serão os terroristas de amanhã. Enquanto existir este ciclo de desgraça, haverá igualmente um ciclo de novo potenciais terrorista. Israel fabrica o seu próprio inimigo, doutrina-o e dá motivos para ser hostil. Os órfãos desta guerra serão fáceis de doutrinar, não será difícil passar a ideia de que quem matou os país e os irmãos é um alvo a abater...
Do outro ponto de vista, está um Estado que faz do seu quotidiano intervenções militares. Muitas delas legitimadas, qualquer país que visse cair rockets nas suas cidades teria posição semelhante à de Israel. Na imprensa e na blogosfera, muitos condenam Israel, o problema é que se esquecem que chove semanalmente - talvez diariamente - rockets sobre as suas cidades há meses. Israel falhou quando radicalizou a OLP de Arafat, dando espaço ao Hamas para crescer, agora tem entre maus um monstro que foi o próprio Estado de Israel a dar razões e motivos para a sua existência.
A razão não está apenas de um lado, os pontos de vista neste conflito são tão antitéticos. Optar por defender um facção sem querer ver os argumentos da outra é entrar no erro de esquecer as vitimas deste conflito, que ora são escudo de uma parte, ora são guarda avançada da outra. Que a geração que agora nasce e cresce nos escombros desta guerra, seja mais moderados do que aqueles que fabricaram a sua desgraça.

07 janeiro, 2009

São os socialistas que o dizem

Açores vão sofrer mais uma vaga de emigração

“Com o fim das quotas leiteiras e o continuar de uma política de investimentos não reprodutivos, os Açores vão voltar a ser assolados, num prazo de 15, 20 anos, pela emigração”

“vamos voltar a ter de sair daqui para ter onde trabalhar e ganhar a vida”

"a Região tem vindo a fazer investimentos de rico, quando é pobre, paupérrima, aliás como o resto do país”

Artur Da Cunha Oliveira - Militante do Partido Socialista e antigo eurodeputado in Diário Insular.


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06 janeiro, 2009

Ainda sobre agricultura


O Ministro Jaime Silva é o principal responsável pelo facto de Portugal ter recusado participar numa minoria de bloqueio , que tinha como aliados a França e a Alemanha e que se propunha contrariar o inicio do desmantelamento das quotas leiteiras, em Abril passado!

21 novembro, 2008

Responsabilizar a Crise

Gary Varvel, "Indianapolis Star"
Os últimos tempos têm sido pródigos em grandes empresas socorrerem-se ao Estado, depois explosão da crise financeira esta tende a alastrar-se para sectores vitais da economia. Nos EUA os três colossos que durante um século prosperaram estão sem travões rumo à falência, a questão mais do que económica é ética deverá o Estado auxiliar estas empresas?

Há duas situações de fundo nesta questão, de um lado são os milhares de trabalhadores que nada têm haver com o problema e que por estes deve o Estado intervir, do outro lado está a responsabilização das administrações e dos accionistas por decisões erradas e projectos com morte anunciada. Não deveremos deixar uma empresa falir apenas por que é demasiado grande? O risco de falência não faz parte do mundo dos accionistas? E que culpa têm os trabalhadores no meio deste temporal?

O lucro ou falência fazem parte do mundo empresarial, se houve má gestão, são as administrações e os accionistas que devem abrir falência. A crise tem que ter responsáveis, não pode o contribuinte sustentar os erros daqueles que durante décadas tiveram lucro. Encobrir monstros não é para mim...

14 novembro, 2008

Política Educativa

Entendo que a avaliação é uma necessidade e o que se deve discutir é apenas o procedimento e os critérios, em boa medida acho que a sociedade portuguesa já entendeu que é necessário avaliar os docentes. Criticar a Ministra é fácil e pedir a demissão é algo contraprucedente, ainda para mais vindo dos professores.
Importa não esquecer que apesar de se discordar da política da educação, pelo menos temos uma política definida. Basta olhar para a lista dos 23 nomes que já passaram pelo Ministério da Educação desde 1976 e se quiser-mos recuar até ao 25 de Abril foram 31 os MdE. Sendo eu acérrimo defensor da estabilidade política, não vou defender demissões políticas, seja de que partido for.
Em ambas as partes temos assistido a más posições, a Ministra da Educação teima em abrir-se ao debate e a cultura do quero posso e mando não tem dado frutos. Do outro lado, os professores têm tido posições pouco dignas de uma profissão que se quer prestigiada. Diga-se que as últimas esperas à Ministra da Educação não foram condenadas pelos professores, basta dar uma vista de olhos pela opinião destes - em especial na blogosfera. Quando os professores são alvo de comportamentos violentos se não há uma condenação do MdE há um coro de assobios ensurdecedor, quando acontece o contrário, infelizmente há professores que aplaudem...

19 maio, 2008

Onde vamos parar?!

O governo Português devia baixar o imposto sobre os combustíveis.
Com a constante subida dos combustíveis em Portugal, devíamos fazer alguma coisa, já que o governo não o faz. Fica aqui algumas sugestões:
  1. Deixar de utilizar veículos que utilizam combustíveis e passar a utilizar transportes eléctricos;
  2. Passar a andar de transportes públicos;
  3. Deixar de comprar combustíveis às grandes empresas como a BP e a GALP;
  4. (aceita-se mais sugestões)

05 maio, 2008

A Politica e os Partidos.

Como análise do que é um político, o professor Adriano Moreira destaca duas grandes características. Por um lado, o político é sempre aquele que abdica de si próprio, se sacrifica e assume compromissos governamentais, sem qualquer ambição, por outro, é alguém que vê no seu oponente um oportunista que lhe quer tirar o lugar, um ambicioso, que vê no exercício do poder a obtenção de regalias e de um estatuto social superior.
Acusa o mesmo autor, ainda, o político de afirmar que, sempre que exerce um cargo, o faz por convite, solicitação, em detrimento da sua ocupação, escamoteando, deste modo, que conseguiu o lugar pelo exercício da influência própria, na medida em que o politico para sê-lo “pediu, influenciou e conseguiu”.
A verdade é que o político quer o Poder para exercê-lo, no sentido em que pretende pôr em prática um projecto pessoal, mesmo que diga respeito a uma comunidade. Ora, se isoladamente não conseguir esse objectivo, ao político resta aderir a uma organização mais alargada, o partido político, que, de uma forma ou de outra, lhe garanta os meios e as estruturas para que os seus objectivos vinguem.
Só neste sentido se entende a existência de partidos políticos, porque, na sua origem, a não ser em sistemas monopartidários, oligárquicos, ou autoritários, está não uma vontade individual, mas um projecto comum para o exercício do poder em prol de toda uma comunidade e não para responder favoravelmente à vontade de um grupo de interesses, de um conjunto de personalidades notáveis ou de variadas associações, cujo objectivos são o de exercer pressão para que o poder se exerça no sentido e de acordo com interesses restritos.
É esta, efectivamente, a grande diferença que existe entre os grupos que fazem “lobby” e os partidos políticos. Também é esta a grande diferença entre os partidos e os grandes grupos económicos, sociais ou culturais, que têm objectivos e interesses particulares a defender, mesmo quando, aparentemente, esses interesses se confundem com o do Pais. O partido político tem, portanto, uma função, origem e comportamento particulares que os fazem distinguir de outros grupos sociais.

17 abril, 2008

Uma visão sociológica.

Escrevo aqui uma breve reflexão sobre a ida do Jorge Coelho para a "Mota Engil" e o lobby das empresas de construção civil.
Quando o ministro Mário Lino e o nosso primeiro-ministro José Sócrates decidiram que a construção do novo aeroporto seria na OTA, desde logo surgiu a opção Alcochete, que também desde logo foi posta de parte. Para sustentar a frase "Margem Sul jamais", esteve as questões ambientais, com o maior aquífero da Europa situado na zona de Alcochete, a base da força aérea Portuguesa a uns quilómetros de distância de Alcochete, a academia de tiro, as questões dos transportes, entre inúmeras outras coisas.
O que é certo, é que de um momento para o outro, o ministro Mário Lino e o primeiro-ministro, mudaram a sua opinião, sustentada num parecer dos grandes empresários Portugueses. Este dossier foi entregue ao primeiro-ministro, ao ministro das obras públicas e até ao Presidente da Republica, tendo custado mais de 200 mil Euros e tendo sido elaborado em menos de 3 meses.
Ora, aqui é visível o grande poder de Lobby dos empresários, que fizeram com que uma obra de grandes dimensões e de muitos milhões de Euros fosse alterada como do dia para a noite. Pois os interesses dos empresários de construção civil na margem sul é óbvia, ficariam a ganhar, desde logo, com a construção das vias de comunicação, nomeadamente uma Ponte, pelo facto da margem sul ser menos povoada, logo com a construção do aeroporto e das vias de comunicação há a necessidade da construção de empreendimentos comerciais e de habitação, e também por outro lado, é preciso não deixar de referir que o maior “Outlet” do pais o "freeport" lá se situa e é pertence de Belmiro de Azevedo.
E mediante este cenário, é natural que a ida de Jorge Coelho para a "Mota Engil" tenha sido para prepara o dossier de candidatura à construção do novo aeroporto e suas infra-estruturas.

15 março, 2008

BD/Açores







A Coligação BD (Bloco de Direita)











etc...





11 fevereiro, 2008

Uma questão de Fé.





A quando da visita da Sr. Deputada Ana Gomes aos Açores, para investigar os alegados voos da CIA que por cá passaram, o nosso presidente do Governo Regional afirmou de que a posição da Eurodeputada Socialista "É uma posição semelhante à fé em relação à visão dos Pastorinhos (Fátima)". Nas ultimas declarações feitas numa entrevista á RTP2 e à Rádio Renascença, esta semana, afirmou de que «No domínio das probabilidades, aqueles prisioneiros que lá estão [em Guatanamo] devem ter passado seguramente por algum aeroporto antes de lá chegar e, muito provavelmente, tal como passa a aviação civil que vai para aquela área fazendo abastecimentos em aeroportos no Atlântico, podendo fazê-lo nos Açores ou no Continente. Portanto, não rejeito que isso tenha acontecido». Ora, há aqui uma clara contradição do presidente do Governo Regional dos Açores, em que numa primeira fase afirma de que não passou nenhum voo pelos Açores, e numa segunda fase, perante os órgãos de comunicação nacional, com o intuito de não ficar mal perante os factos apresentados pelos jornalistas, afirma que há a possibilidade de ter passado voos da CIA quer pelos Açores, quer pelo território continental.

Não necessariamente que os voos passaram pelas Lajes, aliás o que reporta o relatório de Carlos Coelho, é de que passaram nos Açores, dois pelo aeroporto de Santa Maria e um pelo João Paulo II em Ponta Delgada.
De certeza que a passagem deste voos pelos Açores e a sua paragem nos respectivos aeroportos, estão cobertos pelo Acordo das Lajes, que dá a permissão de os americanos utilizarem todos os aeroportos da Região, bem como todos os Portos, sempre que necessário e de interesse para as forças Norte Americanas. Contudo, consta também do acordo que os Norte Americanos têm sempre que pedir e divulgar a natureza do Voo ás entidades Portuguesas, ou seja, quando um avião faz escala em um dos nossos aeroportos, o controlador aéreo terá de estabelecer as coordenadas do aeroporto de saída, e por sequência, terá de estabelecer a rota de destino para desimpedir o espaço aéreo. Logo o controlador aéreo terá de saber esses dados e informar ás autoridades, portanto os nossos governantes têm responsabilidade sobre o assunto.
O conteúdo do voo é que talvez seja secreto, mas mediante um cenário em que um avião norte-americano tem como ponto de partida o Afeganistão, fazendo escala nos Açores com destino a Guantanamo, é de suspeitar!

14 novembro, 2007

Tratado de Lisboa


O consenso entre partidos politicos em torno de uma política externa estratégica não pode formar-se num vácuo. Teria de ser sustentada pela opinião publicada e aceite pela opinião pública. Neste prisma será essencial um referendo?

18 outubro, 2007

Repressão moderna.


27 setembro, 2007

Dignidade e cortesia.

Acabo de ver a entrevista a Pedro Santana Lopes na SIC Noticias, onde podemos ver a lição de Santana aos jornalistas. Demonstra assim que os nossos OCS optam pela mesquinhice desvalorizando as reais necessidades do país.

24 setembro, 2007

Portugal não tem "tomates" nas Relações Internacionais.

Ainda não me pronunciei sobre o assunto Dalai Lama, mas vou fazê-lo agora, porque acho que a diplomacia Portuguesa e o nosso governo, pouco ou nada soube lidar com esta situação.
Nascido em 1935 no nordeste do Tibete, o Dalai Lama vive no exílio em Dharamsala, no norte da Índia, desde que fugiu do país em 1959, nove anos depois da invasão chinesa.No passado dia 13 de Setembro, a convite de várias instituições, ainda para mais durante a presidência portuguesa da UE, Dalai Lama deslocou-se a Portugal. Não foi recebido oficialmente pelo governo Português nem pelo Presidente da Republica, alegadamente para não prejudicar as relações com o governo Chinês, e digo alegadamente, porque a justificação oficial foi de que não houve um pedido por parte de Dalai Lama para ser recebido pelos governantes Portugueses.
As Relações Portuguesas com o governo de Pequim não nos trazem grandes lucros, quando temos um aliado como os EUA ou restantes países da UE que nos garante muitos mais benefícios. A única relação que aqui vejo, e sem benefícios para Portugal, é a vinda centenas de chineses com a ideia de abrirem umas lojas e montarem o seu pequeno comércio de família, sem haver uma integração na sociedade portuguesa.

Por outro lado, alienar a forma como o governo chinês recebeu o primeiro-ministro Sócrates na china, em que até o mais alto dirigente da Republica Popular da China arranjou uma viagem a ultima da hora para Angola (coincidência ou não!?), Portugal tinha tudo para receber bem o líder espiritual do Tibete.

E agora, fazendo um termo de comparação, a Chanceler alemã fez a questão de receber a sua santidade o Dalái Lama de braços abertos, sem temer as pressões do governo Chinês. (Digamos que "o governo português não teve tomates").

O Tibetano, não é apenas um "agitador" que "usa a religião como cobertura" para atingir os seus "objectivos políticos" (caracterização do governo de Pequim) mas sim, um líder religioso e digno de um prémio Nobel da Paz em 1989.

03 setembro, 2007

E o Trabalhim?!

Num pais onde o desemprego aumenta de dia para dia e onde o insucesso escolar é dos mais altos da Europa, o primeiro-ministro de Portugal anuncia a criação de um sistema de crédito para os estudantes. Este tipo de sistema é praticado por alguns bancos. È uma boa medida por parte deste governo. Agora seria essencial que o primeiro-ministro se comprometesse com os estudantes de que não subiria as propinas e também o compromisso de haver postos de trabalho para os jovens licenciados de forma a poderem pagar o empréstimo.

24 julho, 2007

Pedra com gravação de Piratas (Flores)



Foi nas Flores, mais precisamente no concelho de Santa Cruz, que visitamos uma pedra com uma gravação de Piratas (diz a lenda).
Levamos algum tempo a descobrir a Pedra, porque fica no meio do mato, com difícil acesso. Tivemos de saltar alguns muros e desbravar algum mato. Foi através do meu companheiro João Paulo, que lá viveu durante 4 anos, que conseguimos a descobrir. Encontrava-se com musgo, tivemos a tentar retirar o musgo e a citação gravada era a seguinte: "Captain Lang and men landed may 57 from bark modena Boston mass fouderd april 22".

Seria muito bom que as autoridades competentes criassem condições de acesso que permitisse aos turistas, e não só, visitarem a respectiva pedra.