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23 julho, 2009

O Acordo



A facilidade e rapidez com que foram ultrapassadas as dificuldades que, nos últimos dois anos, têm condicionado a actualização das tabelas salariais dos trabalhadores portugueses da Base das Lajes parece ter sido uma das contrapartidas pelas quais o Governo da República terá autorizado a utilização daquelas instalações e do espaço aéreo sobre os Açores, para base de treinos de novos aviões de guerra e testes dos sofisticados sistemas de armas da Força Aérea norte-americana.

Numa análise comparativa com anteriores negociações entre os representantes de Portugal e dos Estados Unidos, apercebemo-nos do mal disfarçada “sedução”americana sempre que precisam de utilizar as ilhas dos Açores no apoio à sua própria defesa e segurança. Tem sido assim desde a II Guerra Mundial. Primeiramente, começam por conceder ajudas ao Estado português para, posteriormente, lhes serem permitidas as facilidades que pretendem.

Não quero crer que a diplomacia portuguesa tenha cedido às novas exigências do mais poderoso país do mundo, tão-somente para assegurar uma nova fórmula de revisão e actualização dos salários dos trabalhadores portugueses ao serviço da USFORAZORES. Muito menos, em troca da anunciada comparticipação americana nos custos da repavimentação da pista daquele base aérea. No primeiro caso, porque os salários são um direito inalienável dos trabalhadores e correspondem à remuneração dos serviços prestados; e no segundo, porque a divisão dos custos daquela repavimentação decorre do acordo ainda em vigor, assinado em Lisboa, em Junho de 1995.

Se o acordo de princípio foi confirmado e é favorável à utilização da Base das Lajes para treino dos novos caças americanos, tal como o Governo de Portugal comunicou ao secretária da Defesa dos Estados Unidos, certamente terão sido concedidas outras pretensões pedidas pela parte portuguesa, que ainda se não conhecem ou dificilmente se chegarão a saber. A Região e o Governo Regional mais uma vez terão sido marginalizados no processo negocial, com total desrespeito pelo cumprimento do Estatuto Político Administrativo da Região Autónoma dos Açores – alíneas a) dos nºs 1 e 2 do art. 7º e alínea m) do art. 88º.

Por isso, não constitui surpresa o facto do governo de José Sócrates não dar resposta ao teor do requerimento que os deputados açorianos do PSD – Mota Amaral e Joaquim Ponte apresentaram na Assembleia da República, pedindo ao ministro dos Negócios Estrangeiros informações sobre quais as garantias de segurança e ambientais que estarão asseguradas, e que contrapartidas foram exigidas para os Açores pelas novas valências pedidas pelos militares norte – americanos. Naturalmente, pelas mesmas razões, o governo de Carlos César não quis responder ao pedido de esclarecimento feito pelo deputado social-democrata – Clélio Meneses, na última sessão da Assembleia Legislativa Regional, quando defendia que o Governo Regional devia explicar aos açorianos os contornos do novo acordo bilateral.

Ao Governo dos Açores compete participar nas negociações de tratados e acordos internacionais que directamente digam respeito à Região. É sua obrigação tudo fazer para garantir a segurança dos açorianos e o mínimo de perturbação ambiental das nossas ilhas, exigindo novas contrapartidas financeiras pelos riscos que decorrerão da nova utilização da Base das Lajes.



In "Correio dos Açores" e "Diário Insular"

09 janeiro, 2009

Pontos de Vista

Tab, «The Calgary Sun» & «Cagle Cartoons»

O conflito israelo-palestiniano é exemplo da guerra da informação e dos vários pontos de vista que se criam envolta do conflito que fechou um ano e abre outro, talvez, como pronúncia daquilo que irá acontecer neste novo ano.
O mundo fecha os olhos ao quotidiano daquela parcela do mundo, os olhos apenas centram-se quando rebenta a guerra. As legitimações da guerra e os porquês abrem telejornais. Talvez, porque a desgraça de um povo dê audiências...
No centro da guerra temos um povo que não a quer, que já vive em extremas dificuldades, que são motivo da influência do Hamas. Israel, parece ainda não ter percebido isso, quanto mais desgraça e mais funerais houver na Faixa de Gaza, mais legitimidade haverá para o Hamas. A infância perdida de muitos órfãos nesta guerra será pretexto de novos recrutamentos, de nova doutrina, de uma continuidade terrorista que o mundo, nem Israel quer. Os órfãos de hoje serão os terroristas de amanhã. Enquanto existir este ciclo de desgraça, haverá igualmente um ciclo de novo potenciais terrorista. Israel fabrica o seu próprio inimigo, doutrina-o e dá motivos para ser hostil. Os órfãos desta guerra serão fáceis de doutrinar, não será difícil passar a ideia de que quem matou os país e os irmãos é um alvo a abater...
Do outro ponto de vista, está um Estado que faz do seu quotidiano intervenções militares. Muitas delas legitimadas, qualquer país que visse cair rockets nas suas cidades teria posição semelhante à de Israel. Na imprensa e na blogosfera, muitos condenam Israel, o problema é que se esquecem que chove semanalmente - talvez diariamente - rockets sobre as suas cidades há meses. Israel falhou quando radicalizou a OLP de Arafat, dando espaço ao Hamas para crescer, agora tem entre maus um monstro que foi o próprio Estado de Israel a dar razões e motivos para a sua existência.
A razão não está apenas de um lado, os pontos de vista neste conflito são tão antitéticos. Optar por defender um facção sem querer ver os argumentos da outra é entrar no erro de esquecer as vitimas deste conflito, que ora são escudo de uma parte, ora são guarda avançada da outra. Que a geração que agora nasce e cresce nos escombros desta guerra, seja mais moderados do que aqueles que fabricaram a sua desgraça.

05 julho, 2008

ONU

A 26 de Junho de 1945, foi assinada, em São Francisco, a Carta das Nações Unidas, em que as Nações subscritoras reconheciam os Direitos Fundamentais do Homem, a dignidade e o valor da pessoa humana, assim como, independentemente da dimensão e do poder económico, o valor das nações grandes e pequenas. Neste sentido, no mesmo documento, é afirmado que a tolerância e a existência em paz, a união de forças para a manutenção da segurança internacional e a garantia de que a força armada não seria usada, a não ser que o interesse comum estivesse em causa, são os pilares fundamentais para a organização e as relações internacionais.

26 março, 2008

Clinton mente


Hillary Clinton, num discurso durante a sua campanha eleitoral, afirmou de que aterrou na Bósnia debaixo de fogo cruzado. Ora, nesta sua visita à Bósnia em 1996, em que a candidata acompanhava o presidente Clinton, e que na verdade foi calorosamente recebida por crianças, não houve qualquer tipo de perigo para a família Clinton. Estas infelizes declarações por parte da candidata Democrata à Casa Branca demonstra que existe algum nervosismo e fraqueza, fruto da "cansativa" e "intensa" campanha eleitoral dos Democratas. Obama tirou o proveito deste erro, intencional ou não, chamando a Srª Clinton de mentirosa, o que seria óbvio. Esperemos que quando a Srª Clinton chegar à Casa Branca, se chegar, não tenha o hábito de mentir, porque pior do que George W. Bush, seria termos um mentiroso/a em Washington.


Na realidade e a bem das Relações Internacionais, seria bom a vitória de John Mccain, porque caso os Democratas vencem estas eleições, irá dar-se uma viragem na política Norte Americana, passando a ser as questões nacionais e a politica interna a principal prioridade do Governo de Washington. Ora, se tal acontecesse, os EUA e os seus aliados cairiam num descrédito, bem como as grandes organizações internacionais - ONU e a NATO. Deste modo os únicos vencedores destas eleições presidenciais Norte Americanas seria o Terrorismo e alguns aspirantes a ditadores.

19 março, 2008

O Futuro dos EUA

11 fevereiro, 2008

Uma questão de Fé.





A quando da visita da Sr. Deputada Ana Gomes aos Açores, para investigar os alegados voos da CIA que por cá passaram, o nosso presidente do Governo Regional afirmou de que a posição da Eurodeputada Socialista "É uma posição semelhante à fé em relação à visão dos Pastorinhos (Fátima)". Nas ultimas declarações feitas numa entrevista á RTP2 e à Rádio Renascença, esta semana, afirmou de que «No domínio das probabilidades, aqueles prisioneiros que lá estão [em Guatanamo] devem ter passado seguramente por algum aeroporto antes de lá chegar e, muito provavelmente, tal como passa a aviação civil que vai para aquela área fazendo abastecimentos em aeroportos no Atlântico, podendo fazê-lo nos Açores ou no Continente. Portanto, não rejeito que isso tenha acontecido». Ora, há aqui uma clara contradição do presidente do Governo Regional dos Açores, em que numa primeira fase afirma de que não passou nenhum voo pelos Açores, e numa segunda fase, perante os órgãos de comunicação nacional, com o intuito de não ficar mal perante os factos apresentados pelos jornalistas, afirma que há a possibilidade de ter passado voos da CIA quer pelos Açores, quer pelo território continental.

Não necessariamente que os voos passaram pelas Lajes, aliás o que reporta o relatório de Carlos Coelho, é de que passaram nos Açores, dois pelo aeroporto de Santa Maria e um pelo João Paulo II em Ponta Delgada.
De certeza que a passagem deste voos pelos Açores e a sua paragem nos respectivos aeroportos, estão cobertos pelo Acordo das Lajes, que dá a permissão de os americanos utilizarem todos os aeroportos da Região, bem como todos os Portos, sempre que necessário e de interesse para as forças Norte Americanas. Contudo, consta também do acordo que os Norte Americanos têm sempre que pedir e divulgar a natureza do Voo ás entidades Portuguesas, ou seja, quando um avião faz escala em um dos nossos aeroportos, o controlador aéreo terá de estabelecer as coordenadas do aeroporto de saída, e por sequência, terá de estabelecer a rota de destino para desimpedir o espaço aéreo. Logo o controlador aéreo terá de saber esses dados e informar ás autoridades, portanto os nossos governantes têm responsabilidade sobre o assunto.
O conteúdo do voo é que talvez seja secreto, mas mediante um cenário em que um avião norte-americano tem como ponto de partida o Afeganistão, fazendo escala nos Açores com destino a Guantanamo, é de suspeitar!

23 janeiro, 2008

Ambiente



Os Estados, em conformidade com a Carta das Nações Unidas e com os Princípios de Direito Internacional, têm o direito soberano de explorar os seus próprios recursos segundo as suas próprias políticas de meio ambiente e desenvolvimento, e a responsabilidade de assegurar que actividades sob a sua jurisdição ou controle não causem danos ao meio ambiente de outros Estados ou de áreas além dos limites da jurisdiçção nacional.

27 dezembro, 2007

Fora do Regime


Em 1 de dezembro de 1988, o partido de Bhutto venceu as eleições parlamentares e ela tornou-se a primeira primeira-ministra de um Estado muçulmano. Dois anos depois, em 6 de agosto, o presidente paquistanês Ghulam Ishaq Khan destituiu-a do cargo, alegando abuso de poder, nepotismo e corrupção. O seu partido foi derrotado nas eleições e ela passou a fazer oposição no parlamento.
Em 19 de outubro de 1993, Bhutto tornou-se primeira-ministra pela segunda vez. Mas em 5 de novembro de 1996, novamente foi destituída do seu cargo, desta vez pelo presidente Farooq Leghari, sob acusações de corrupção e incompetencia administrativa. Em 1999, com a tomada do poder no país pelos militares liderados pelo atual presidente Pervez Musharraf, ela auto-exilou-se em Londres. A justiça paquistanesa decretou Bhutto culpada dessas acusações de corrupção.
Após oito anos de auto-exílio no Dubai e em Londres, Benazir Buttho voltou ao Paquistão. Desembarcou em Karachi a 18 de outubro de 2007, sendo recebida por uma multidão de mais de cem mil pessoas. Ao desfilar com correlegionários pela capital paquistanesa, duas explosões ocorreram no meio da multidão, perto dos carros da sua comitiva, matando pelo menos 140 pessoas e ferindo mais de 200. A ex-primeira ministra, entretanto, não foi atingida. A ex-primeira-ministra, que chegou a ser mantida em prisão domiciliaria temporariamente na sua casa na cidade de Lahore, e ficou impedida de liderar uma marcha contra o estado de emergência decretado por Musharraf a 3 de novembro. Ela foi libertada seis dias depois. Desde seu retorno ao Paquistão, Benazir pediu a renúncia do general Pervez Musharraf da presidência do Paquistão.
Fonte: Wikipedia
Foi o terceiro atentado á líder do PPP no Paquistão, desde a sua chegada. Benazir foi dada, desde o inicio, como uma ameaça ao presidente Paquistanês, Pervez Musharraf, logo, mais tarde ou mais cedo, já era de esperar a sua morte. Não obstante, terá sido o regime Paquistanês a proporcionar os sucessivos atentados que acabaram por levar á morte de Bhutto.

11 dezembro, 2007

A força em Direito e obediencia em Dever


"O mais forte nunca é suficientemente forte para ser sempre o senhor se não transformar a sua força em direito e obediencia em dever".

Jean-Jacques ROUSSEAU


Esta máxima aplica-se a Hugo Chavez, que tudo vai fazer, á margem dos direitos humanos e da vontade geral, para mudar a constituição da Venezuela e torna-la num Estado tipicamente Socialista/Comunista á boa maneira Soviética.
Desta forma, ao terminar uma ditadura de meio século (Fidel Castro), dar-se-á início a um novo rumo na História Politica da América do Sul com a emergência de mais uma quimera democrática.
O que Chavez pretende é tornar o seu sonho no sonho de Bolivar.

14 novembro, 2007

Tratado de Lisboa


O consenso entre partidos politicos em torno de uma política externa estratégica não pode formar-se num vácuo. Teria de ser sustentada pela opinião publicada e aceite pela opinião pública. Neste prisma será essencial um referendo?

25 outubro, 2007

Putin com Cavaco Silva




Hoje, no encontro entre o presidente da Republica Portuguesa e Vladimir Putin, foi reivindicado pelos Russos uma maior abertura de Portugal na entrada de Vistos e nas relações comerciais entre os dois países. O presidente da Republica Portuguesa pediu uma maior colaboração nas relações internacionais e um maior entendimento entre a UE e a Rússia nas questões do Kosovo e do programa nuclear do Irão, para que haja uma constante procura da Paz e da União.

01 outubro, 2007

Cimeira da Paz


O Presidente da Coreia do Sul vai reunir-se com líder da Coreia do Norte.
Momento importante para a suposta reunificação dos dois países. Ao longo dos anos sempre foi visível provocações por parte de ambos os lados, mas também foi visível, por parte dos diplomatas, diligencias para uma aproximação dos dois Estados.

O presidente da Coreia do Sul vai fazer um périplo pela Coreia do Norte.

É verdadeiramente um momento histórico!

28 setembro, 2007

Três correntes de opinião na administração Bush



A administração Bush estava rodeada por personalidades fortes em departamentos cruciais e que tinham abordagens diferentes:
Colin Powell no Departamento de Estado, Donald Rumsfeld no Pentágono e Dick Chiney na Vice-presidência. Só se pode compreender bem cada um deles recorrendo ás suas biografias individuais. O que explica que existia na administração Bush pelo menos três correntes de opinião distintas.
Havia o “republicanismo moderado tradicional”, que defendia a continuação de objectivos nacionais americanos através do que Colin Powell denominou de “uma estratégia de parcerias”. Uma outra corrente de opinião, discutida permanente pelos europeus, constituída pelos «neo-conservadores», os quais tinham propósitos muito determinados, estava ideologicamente motivada e comprometida com a política de transformação activa do Médio Oriente em redor de Israel, em nome dos valores e interesses norte americanos, esta ultima defendida por Donald Rumsfeld. A terceira corrente de opinião e que ainda é a que predomina na administração norte americana, por a ainda manutenção de Dick Chiney como vice-presidente, é a opinião de que consiste um tipo de nacionalismo norte-americano que procura tornar os EUA numa potência dominante e invulnerável, tanto do ponto de vista militar como económico.
É de lembrar que Powell e Rumsfeld já não fazem parte da administração Norte-Americana.

24 setembro, 2007

Portugal não tem "tomates" nas Relações Internacionais.

Ainda não me pronunciei sobre o assunto Dalai Lama, mas vou fazê-lo agora, porque acho que a diplomacia Portuguesa e o nosso governo, pouco ou nada soube lidar com esta situação.
Nascido em 1935 no nordeste do Tibete, o Dalai Lama vive no exílio em Dharamsala, no norte da Índia, desde que fugiu do país em 1959, nove anos depois da invasão chinesa.No passado dia 13 de Setembro, a convite de várias instituições, ainda para mais durante a presidência portuguesa da UE, Dalai Lama deslocou-se a Portugal. Não foi recebido oficialmente pelo governo Português nem pelo Presidente da Republica, alegadamente para não prejudicar as relações com o governo Chinês, e digo alegadamente, porque a justificação oficial foi de que não houve um pedido por parte de Dalai Lama para ser recebido pelos governantes Portugueses.
As Relações Portuguesas com o governo de Pequim não nos trazem grandes lucros, quando temos um aliado como os EUA ou restantes países da UE que nos garante muitos mais benefícios. A única relação que aqui vejo, e sem benefícios para Portugal, é a vinda centenas de chineses com a ideia de abrirem umas lojas e montarem o seu pequeno comércio de família, sem haver uma integração na sociedade portuguesa.

Por outro lado, alienar a forma como o governo chinês recebeu o primeiro-ministro Sócrates na china, em que até o mais alto dirigente da Republica Popular da China arranjou uma viagem a ultima da hora para Angola (coincidência ou não!?), Portugal tinha tudo para receber bem o líder espiritual do Tibete.

E agora, fazendo um termo de comparação, a Chanceler alemã fez a questão de receber a sua santidade o Dalái Lama de braços abertos, sem temer as pressões do governo Chinês. (Digamos que "o governo português não teve tomates").

O Tibetano, não é apenas um "agitador" que "usa a religião como cobertura" para atingir os seus "objectivos políticos" (caracterização do governo de Pequim) mas sim, um líder religioso e digno de um prémio Nobel da Paz em 1989.

17 setembro, 2007

Sarkosy prepara-se para a Guerra.




Sarkosy chegou e já está a criar problemas. Mais uma crise para agravar a do Iraque e a do Afeganistão, agora o Irão. Um dos ministros de Sarkosy já veio a publico afirmar que se for preciso partir para a guerra de forma a travar o Irão na conquista da arma atómica, será essa a via!


Não seria muito bom esse tipo de actuação por parte da França, contudo, o projecto Iraniano para adquirir a bomba atómica também não é nada bom para o Ocidente, ainda para mais com um "lunático" nas rédeas do Irão.


Se caso houvesse uma força de intervenção Europeia, uma PESD e uma PESC a funcionar, esse tipo de problema já não se colocava, porque a França não teria autonomia e força suficiente para seguir pela via da Guerra.


As relações Internacionais, neste momento, encontram-se em constantes movimentações. Estamos perante uma Europa a perder a sua autonomia para os Estados Unidos da América, tínhamos anteriormente um Tony Blair que era o principal elo de ligação entre Europa e EUA, agora passamos a ter um Sarkosy à Blair.

11 setembro, 2007

9/11

Ao ver o Blog Foguetabraze, lembrei me que fazia 6 anos do 11 de Setembro. É isso mesmo, 6 anos que começou a guerra contra o Terrorismo, que começou a pequena/grande retaliação de Bush sobre o Iraque e que começou a divisão Ocidente/Oriente.Lembro-me como se fosse hoje, estava eu na escola Secundária Domingos Rebelo e o meu pai ligava-me a dizer que os EUA estavam a ser atacados. Na hora do almoço, vinha eu almoçar ao centro da cidade e ao passar na rua Machado dos Santos, de Scooter, via-se o olhar pasmado das pessoas em frente as lojas de electrodomésticos a verem nas televisões o sucedido. O mundo já não era o mesmo, os Estados Unidos começavam a procura de um "Bode Expiatório" para culpabilizar. O Mundo transformava-se e os Britânicos, como principal elo de ligação entre Europa e EUA, foram os primeiros a mostrarem-se solidários com os acontecimentos. Começava a guerra contra o invisível. Todos desconfiavam uns dos outros, um verdadeiro estado natureza de que Rousseau nos fala, até que surge Bin Laden a reivindicar os atentados. Era o início de uma nova forma de Guerra, contra um inimigo desconhecido, com células um pouco por todo o mundo.

05 setembro, 2007

Um pouco pelo Mundo

1- George W. Bush visita o Iraque, numa rapidinha. Quer Demonstrar ao Congresso Norte-americano de que os resultados são visíveis. Contudo, aumentou o efectivo militar em mais de cerca de 30 mil homens. O Congresso, de maioria Democrata, irá chamar os principais responsáveis da administração, tais como: O próprio presidente, Condolesa Ricce e o General responsável pelo teatro de operações, onde irão ser confrontados com o relatório sobre a intervenção no Iraque.

2- Por outro lado, as tropas de sua majestade principiam a retirada do Iraque. Começa a ser visível, nos Britânicos, o cansaço. Com o aproximar das eleições para o primeiro-ministro Inglês, Gordon Brown, terá de se esclarecer ao seu povo sobre a Intervenção no Iraque. O melhor, nesta altura do campeonato, é a retirada de parte das tropas, como já está sendo feito. Brown fica bem perante a sua população e na materia da politica externa não deixa cair o compromisso de Blair.

3- Fez precisamente 10 anos do trágico acidente que vitimou a princesa de Galles. Em diversas homenagens, ainda pouco ou nada se sabe do fatídico acidente em Paris. São factos que ficaram por provar. Das diversas teorias, nenhuma consegue ser convincente.

4- Fidel Castro anda desaparecido desde o acidente que o levou a ficar internado. O líder Cubano já não aparece com tanta frequência como apareceu nos meses seguintes ao seu internamento, o que nos leva a desconfiar do pior. O sentido de oportunidade é aguardado pelos norte americanos. O seu irmão, Raul Castro, tenta convencer a população de que o irmão está de saúde e o delegou a competência de dirigir a nação Cubana, também com o objectivo de manter a obediência ao regime e garantir uma postura firme perante o cenário das relações internacionais.

04 julho, 2007

Um ataque aos EUA


Toda a estratégia para atacar os EUA - clicar aqui para ver a estrategia de ataque

4 de julho, Independence Day


No ano da independência, 1776, os EUA eram 13 colónias sob o domínio do rei George III da Inglaterra. As colónias estavam cada vez mais indignadas com os impostos que tinham a pagar á Inglaterra. Esses impostos eram conhecidos como “impostos sem representação”, porque as colónias não tinham nenhum representante no parlamento inglês e nenhum poder de decisão sobre nada. As colónias começaram a revoltar-se contra este tipo de politicas adoptado pela potencia colonial, o rei Inglês enviou tropas para conter os rebeldes.

Em 1774, as 13 colónias enviam representantes para a Filadélfia, na Pensilvânia, sob forma de formarem o seu primeiro Congresso.

Em Abril de 1775, as tropas do rei Britânico avançava sob o Estado de Massachusetts, assim iniciava-se uma guerra não-oficial pela Independência dos EUA. No mês seguinte, as colónias novamente convocavam um segundo Congresso. Durante quase um ano o congresso tentou diplomaticamente convencer a Inglaterra de suas necessidades, sem utilizar a guerra como instrumento.

Em Junho de 1776 todos os esforços tinham sido em vão, e todos já estavam sem esperanças. Um comité foi formado para escrever uma declaração formal de independência. Liderado por Thomas Jefferson, o comité incluía John Adams, Benjamin Franklin, Philip Livingston e Roger Sherman.

Thomas Jefferson foi escolhido para escrever o primeiro texto, que foi apresentado ao congresso em 28 de Junho. Depois de muitas mudanças, a votação ocorreu na tarde de 4 de Julho. Das 13 colónias, 9 votaram a favor da declaração, 2 - Pensilvânia e Carolina do Sul votaram Não, Delaware ficou indeciso e Nova York optou pela abstenção.

No dia seguinte, as cópias da declaração foram distribuídas. O primeiro jornal a imprimi-la foi o Pennsylvania Evening Post, a 6 de Julho de 1776. A 8 de Julho a declaração foi lida em público na Praça da Independência, na Filadélfia.

E mesmo a declaração só tendo ficado pronta em Agosto, o dia 4 de Julho foi por unanimidade aceito como o aniversário oficial da independência dos Estados Unidos. A primeira comemoração do dia da Independência foi no ano seguinte, a 4 de Julho de 1777. No começo dos anos de 1800 a tradição de desfiles, piqueniques e fogos de artificio, estabeleceu-se como a forma de celebrar o aniversário dos EUA.